A realidade enfrentada por pessoas com deficiência no interior de Mato Grosso voltou a ganhar destaque após o relato da superintendente estadual das Pessoas com Deficiência, Taís Paula, durante passagem por Cáceres para cumprir agenda institucional.
Em artigo publicado nas redes sociais, Taís descreveu situações de constrangimento e exclusão vividas ao tentar acessar o auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), onde ministraria uma palestra sobre capacitismo e preconceito.
Segundo ela, a estrutura do local não oferecia acessibilidade adequada para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. A dificuldade começou ainda na chegada ao prédio, quando não foi encontrada uma rampa de acesso até o auditório. Para conseguir entrar no espaço, foi necessário improvisar soluções com ajuda de motoristas e integrantes da equipe que a acompanhavam.
“Cheguei entusiasmada. Visualmente, a universidade ostenta uma estrutura nova. No entanto, a empolgação logo deu lugar à frustração”, relatou.
Taís afirmou que a situação provocou sentimentos de constrangimento, exclusão e não pertencimento, destacando que episódios como esse fazem parte da rotina enfrentada diariamente por milhares de pessoas com deficiência.
Mesmo diante das dificuldades, ela seguiu com a palestra e utilizou a própria experiência como exemplo concreto das barreiras estruturais e sociais enfrentadas pela população PCD. No texto, a superintendente questiona a ausência de políticas públicas efetivas voltadas à acessibilidade nas cidades do interior.
Ela também fez um alerta sobre a invisibilidade das pessoas com deficiência nos espaços públicos, apontando que a falta de acessibilidade contribui diretamente para o afastamento dessa população da vida social, educacional e profissional.
“O que falta para que a acessibilidade estrutural se torne, de fato, uma pauta prioritária nas políticas públicas?”, questionou.
O relato repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre inclusão, mobilidade e acessibilidade em órgãos públicos, instituições de ensino e espaços coletivos em Mato Grosso.
Taís Paula encerra o texto afirmando que seguirá atuando em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e cobrando mudanças efetivas para combater o que classificou como um “faz de conta” de inclusão social.
Fonte: Redação
Foto: Reprodução