A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar problemas nas obras da rede de esgoto em Sinop ainda não iniciou suas atividades. A definição dos cargos de presidente e relator segue travada por incompatibilidade de agenda entre os sete vereadores que compõem o grupo.
Um dos parlamentares já manifestou interesse em assumir a presidência da comissão, colocando seu nome à disposição durante conversas com os demais membros. Apesar disso, a falta de consenso e de reunião presencial tem impedido o avanço na escolha da mesa diretora.
Desde o fim do mês passado, os integrantes não conseguiram se reunir para formalizar o início dos trabalhos. Ainda assim, a avaliação interna é de que a demora não deve comprometer o andamento das investigações.
A CPI foi proposta em fevereiro com apoio unânime dos vereadores e terá prazo inicial de seis meses, podendo ser prorrogado por mais três. O objetivo é apurar falhas na rede de esgotamento sanitário, incluindo rompimentos que causaram danos em ruas e avenidas, especialmente na região central da cidade.
Entre as atribuições da comissão estão a requisição de documentos, convocação de responsáveis e solicitação de informações a órgãos públicos e à empresa responsável pela concessão. Também devem ser investigados possíveis prejuízos aos cofres públicos, irregularidades ambientais e falhas na execução e fiscalização do contrato.
Ao final, será produzido um relatório conclusivo que poderá ser encaminhado aos órgãos competentes para adoção de medidas legais, caso sejam constatadas irregularidades.
A demora no início das atividades tem gerado cobrança interna para que a comissão comece os trabalhos o quanto antes.
Fonte: Redação
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