Uma empresa do setor imobiliário teria pago R$ 2,5 milhões em propina a servidores públicos para facilitar a aprovação de obras irregulares em Sinop. A informação foi confirmada pela promotora de Justiça Roberta Cheregati Sanches durante coletiva de imprensa ontem (28), após a deflagração da segunda fase da Operação Mãos à Obra.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações identificaram, preliminarmente, 106 imóveis com possíveis irregularidades, construídos pela empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda., em diferentes bairros do município.
A suspeita é de que servidores públicos tenham recebido pagamentos para evitar fiscalizações, agilizar processos administrativos e facilitar a emissão de documentos, incluindo o habite-se.
A operação resultou na prisão dos empresários Débora Alvarenga Nakanishi da Silva e Agnaldo Rael da Silva, além dos servidores municipais Fernando Dante Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia e Valdinei Monteiro da Silva.
Outros profissionais, entre engenheiros, arquitetos, empresários e um fiscal de obras, também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
De acordo com as apurações preliminares, o suposto esquema teria ocorrido entre 2017 e 2026, envolvendo procedimentos ligados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.
As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e verificar a extensão das possíveis irregularidades nos imóveis identificados.
Fonte: Redação
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