A decisão da Prefeitura de Sinop de abrir processo licitatório para terceirizar a alimentação escolar da rede municipal gerou críticas do vereador Rodrigo Gargantini (Novo). O pregão prevê a contratação de uma empresa responsável pelo preparo e distribuição das refeições nas escolas do município, em um contrato estimado em mais de R$ 42 milhões pelo período de um ano.
De acordo com o parlamentar, a terceirização da merenda escolar é uma medida que merece atenção e debate, por envolver diretamente a alimentação de milhares de estudantes da rede pública. Segundo ele, a merenda escolar representa, para muitos alunos, a principal refeição do dia e, por isso, exige cuidado redobrado na gestão.
Gargantini também questionou o argumento da administração municipal de que o novo modelo pode trazer mais eficiência e modernização ao serviço. Para o vereador, experiências anteriores de terceirização em outros setores da cidade geraram insatisfação por parte da população.
O parlamentar ainda destacou preocupação com a possibilidade de que a busca por redução de custos por parte de empresas contratadas possa afetar a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes.
Como comparação, Gargantini citou municípios que apresentam bons indicadores na área da educação e que mantêm a gestão da merenda escolar sob responsabilidade direta do poder público, como é o caso de Lucas do Rio Verde.
O processo licitatório segue em andamento e deve definir a empresa responsável pelo serviço, caso o modelo de terceirização seja efetivado pela gestão municipal.
Fonte: Redação
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