Apesar da existência de lei municipal que proíbe a soltura de fogos de artifício com estampido, o município de Sinop, no norte de Mato Grosso, registrou queima intensa de fogos durante a passagem do ano, entre a noite de 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro.
A legislação foi criada com o objetivo de reduzir impactos à saúde, especialmente de crianças, idosos, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), além de animais, que sofrem com o barulho provocado pelos artefatos sonoros. No entanto, na prática, a norma não foi respeitada por grande parte da população, e também não houve registro de ações efetivas de fiscalização.
Moradores de diversos bairros relataram barulho intenso e contínuo, que se estendeu por vários minutos após a meia-noite, cenário semelhante ao de anos anteriores, mesmo após a aprovação da lei. Vídeos e relatos circularam nas redes sociais mostrando fogos com forte estampido sendo utilizados em diferentes pontos da cidade.
A lei prevê sanções administrativas, como advertência e multa, para quem descumprir a proibição, mas até o momento não há informações oficiais sobre autuações relacionadas à virada deste ano.
Especialistas e entidades de proteção animal reforçam que o uso de fogos com ruído pode causar crises de ansiedade, pânico, problemas auditivos e até acidentes, além de aumentar o número de fugas e mortes de animais domésticos.
A falta de adesão reacende o debate sobre a necessidade de campanhas educativas mais eficazes, além de fiscalização ativa, para que a legislação saia do papel e cumpra seu papel social.