O vereador Gilsimar Silva (MDB) cobrou maior participação e reconhecimento do Poder Executivo na execução do projeto “Banco Vermelho”, iniciativa voltada à conscientização e ao combate à violência contra a mulher em Sinop.
Autor do Projeto de Lei nº 181/2025, o parlamentar destacou que a proposta foi apresentada na Câmara Municipal em novembro do ano passado e prevê a implantação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos da cidade. Os equipamentos devem conter mensagens de reflexão e informações sobre canais de denúncia e apoio às vítimas de violência.
O projeto foi aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Remídio Kuntz (Republicanos).
De acordo com Gilsimar, é importante que o Legislativo participe das etapas de implementação das iniciativas aprovadas, especialmente em projetos voltados ao enfrentamento de problemas sociais. Segundo ele, a própria população costuma cobrar dos vereadores a execução das propostas apresentadas no Parlamento.
“O reconhecimento não é uma questão de ego. Ele incentiva que continuemos fazendo o que é certo e buscando soluções para a sociedade”, afirmou o vereador.
O parlamentar também informou que convidou a vereadora Sandra Donato (Republicanos) para integrar a iniciativa, destacando a relevância da participação da única mulher da Câmara em um projeto voltado ao combate à violência contra a mulher.
Nos últimos dias, eventos e entrevistas relacionados ao tema foram realizados no município. No entanto, segundo Gilsimar, ele não foi convidado para participar das discussões sobre a implementação do projeto.
Durante atividades públicas sobre o assunto, a secretária Sineia Abreu afirmou que a ideia do projeto já vinha sendo debatida anteriormente. Para o vereador, contudo, isso não diminui a importância da proposta apresentada no Legislativo e aprovada pela Câmara.
O “Banco Vermelho” é inspirado em um movimento internacional criado na Itália em 2016, adotado por diversas cidades como forma simbólica de chamar a atenção da sociedade para os casos de violência contra a mulher e feminicídio.
Fonte: Redação
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