A Escola Militar Tiradentes de Sinop, reconhecida como referência em qualidade de ensino e responsável pelo primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em Mato Grosso, enfrenta um cenário de incertezas e descaso. Nesta quinta-feira (28), os estudantes foram surpreendidos ao encontrar os portões da instituição fechados, em razão da não renovação do contrato de locação do prédio.
Após as 7h, os portões foram abertos e as aulas retomadas, mesmo sem a formalização de um novo contrato. O episódio gerou insegurança entre alunos, pais e professores, que temem a interrupção das atividades da escola considerada modelo de disciplina, dedicação e resultados.
A situação em Sinop contrasta com o discurso do governo estadual, que celebra a ascensão de Mato Grosso do 22º para o 8º lugar no ranking nacional do IDEB. O avanço foi atribuído a investimentos em reformas, infraestrutura e novas unidades escolares. No entanto, no município que alcançou o melhor desempenho do Estado, a realidade é marcada pela instabilidade.
Para o vereador Rodrigo Gargantini, o impasse é inadmissível.
“Enquanto município e Estado se unem para gastar R$ 5 milhões em festas na Exponorte, nossas crianças e adolescentes perdem o direito de estudar em uma escola que provou ser referência. É inaceitável que, quando aparece um modelo que dá certo, em vez de apoio, receba abandono. A sociedade de Sinop precisa reagir. Educação deve ser prioridade, e não palco para vaidades políticas”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda a gravidade dos índices da rede municipal.
“A verdade é dura: os indicadores da educação básica em Sinop são péssimos. Horríveis. E quando aparece um modelo que dá certo, não recebe apoio. Isso é inaceitável”, completou.
Pais e alunos aguardam um posicionamento oficial do poder público sobre a permanência da Escola Militar Tiradentes em Sinop. Enquanto isso, cresce a mobilização da comunidade em defesa da continuidade do projeto educacional que colocou o município no topo do IDEB em Mato Grosso.